Língua de Sinais
constitui-se na língua mais adequada
para
o sujeito interagir com o meio.
Os métodos de ensino
dividem-se em três abordagens principais que produziram muitas formas de se
trabalhar com o aluno surdo. São elas: Oralismo, Comunicação Total e
Bilinguismo.
Oralismo
Oralismo ou filosofia
oralista visa a integração da criança com surdez na comunidade de ouvintes,
dando-lhe condições de desenvolver a língua oral (no caso do Brasil, o
português).
Oralismo concebe a surdez
como uma deficiência que deve ser minimizada por meio da estimulação auditiva
que possibilitaria a aprendizagem da língua portuguesa e levaria a criança
surda a integrar-se na comunidade ouvinte, desenvolvendo sua personalidade como
a de alguém que ouve.
Comunicação Total
A abordagem da Comunicação
Total chegou ao Brasil na década de setenta e vem sendo adotada em escolas mais
recentemente
Da filosofia da Comunicação
Total recomendam então o uso simultâneo de diferentes códigos como: a Língua de
Sinais, a datilologia, o português sinalizado, etc. Todos esses códigos manuais
são usados obedecendo à estrutura
gramatical da língua oral, não se respeitando a estrutura própria da Língua de
Sinais.
Nesse sentido a Comunicação
Total acredita que esse bimodalismo pode atenuar o bloqueio de comunicação
existente entre a criança com surdez e os ouvintes.
Tal
abordagem compreende, então, que a criança seja exposta:
Ao alfabeto digital;
A língua de sinais;
A amplificação sonora;
Ao português sinalizado.
Bilingüismo
É uma filosofia que vem
ganhando força na última década principalmente no âmbito nacional no caso do
Brasil, como uma proposta recente defendida por linguistas voltados para o
estudo da Língua de Sinais. Ainda não foi feita uma avaliação crítica pois, de
maneira geral, não foi efetivamente implantada.
Parte do princípio que o
surdo deve adquirir como sua primeira língua, a língua de sinais com a
comunidade surda. Isto facilitaria o desenvolvimento de conceitos e sua relação
com o mundo. Aponta o uso autônomo e não simultâneo da Língua de Sinais que
deve ser oferecida à criança surda o mais precocemente possível. A língua
portuguesa é ensinada como segunda língua, na modalidade Segundo Quadros
(1997), o bilingüismo é uma proposta de ensino usada por escolas que se propõem
a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos têm
apontado para essa proposta como sendo a mais adequada para o ensino das
crianças surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais como língua
natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita.
A preocupação do
bilingüismo é respeitar a autonomia das línguas de sinais organizando-se um
plano educacional que respeite a experiência psicossocial e linguística da
criança com surdez.
Quando o professor ouvinte
conhece e usa a Língua de Sinais, tem condições de comunicar-se de maneira
satisfatória com seu aluno surdo. A introdução da Língua de Sinais no currículo
de escolas para surdos é um indício de respeito a sua diferença. É o que
caracteriza uma escola inclusiva para esse alunado.
Bibliografia
BRITO, L.F. Integração social e educação de surdos. Rio de Janeiro : BABEL
Editora, 1993
COUTO, A Como posso falar: aprendizagem da língua portuguesa pelo
deficiente
auditivo. Rio de janeiro: aula Ed.,
1988.

